Culto do Êxtase

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Culto do Êxtase

Mensagem por Merlin em Qui Jul 09, 2015 6:03 am

Culto do Êxtase




Esfera de Especialização: Tempo

A maioria das Tradições considera os Cultistas do Êxtase uns derrotados com os olhos cheios de estrelas e a cabeça cheia de drogas. No entanto, eles não percebem o método por trás da loucura aparente do Culto: somente transcendendo todos os limites — sociais, teológicos, e até mesmo temporais — podemos realmente ir além das nossas barreiras internas. Outros magos não vêem com bons olhos os assim chamados "vícios" dos Mestres do Tempo, mas os próprios Extáticos percebem que sexo, dança e drogas são caminhos tradicionais, ainda que arriscados, para a transcendência.

O Culto tem uma longa história. Desde buscas visionárias aborígenes até orgias Dionisíacas, ao longo da história, os místicos procuraram evitar o mundano, alterando suas percepções e, portanto, sua concepção do que é e o que não é real. O próprio Culto surgiu a partir de grupos organizados de Extáticos que buscavam a iluminação através de quaisquer meios que fossem necessários. Através de suas experiências, eles descobriram meios de atravessar as fronteiras do Tempo. Essa proeza, aliada à eloqüência de seus membros fundadores, garantiu aos Extáticos uma cadeira no Conselho. Outros magos viam os místikos viajantes (conhecidos naquela época como Profetas de Cronos) com desconfiança, mas ninguém podia negar o sucesso conseguido com seus métodos.

O Tempo é o ponto forte desta Tradição; a própria existência dessa Arte é muitas vezes creditada aos primeiros Profetas, que olhavam — e às vezes até atravessavam — o fluxo do tempo. Embora outros grupos tenham aceito seus feitos, ninguém conseguiu superar o Culto no domínio absoluto da temporalidade. Muitos Cultistas também são peritos em mágikas de percepção. Normalmente, os Extáticos são conhecidos pelo seu olhar distante. A maioria dos leigos atribui isso ao uso excessivo de drogas, mas os magos mais criteriosos reconhecem o efeito das visões temporais. Afinal de contas, você também pareceria estar drogado se sempre tivesse visto o passado, o presente e o futuro como um só.

O Cultista estereotípico tem pouca semelhança com seus antepassados mais respeitáveis; normalmente ele é descuidado, rebelde, insolente com autoridade e está perpetuamente drogado. Na realidade, o hippie esquisito é somente a expressão mais óbvia desta Tradição diversificada. Enquanto os magos mais conservadores balançam a cabeça diante da "degeneração" do Culto, aqueles que os entendem percebem que qualquer tipo de submissão ou regulamento vai contra toda a filosofia do grupo — eliminar todas as barreiras em busca do eu superior. O Culto é uma "Tradição" apenas no nome; eles estão ligados apenas por uma filosofia e um código de ética comuns. Por mais estranho que pareça, os magos Extáticos geralmente são responsáveis. Como a maior parte de seu código baseia-se nas paixões sagradas, os atos que violam o eu de uma pessoa — suicídio, assassinato, estupro, vício e outras formas de opressão e autodestruição — são os piores tipos de crime que existem. Ao contrário da crença popular, o Culto como um todo raramente participa da indústria do sexo ou do tráfico de drogas; a exploração realizada por essas "instituições" vai contra a natureza da Tradição. Poucos Cultistas tentarão forçar um Adormecido a despertar. Eles sabem que algumas pessoas devem continuar adormecidas.

O Culto enfatiza a liberdade individual, moderada responsabilidade para com aqueles que não a entendem. Os Extáticos se harmonizam com as energias interiores da mesma forma que os Irmãos de Akasha e os Verbena. Essas energias são estimuladas com drogas, excitação sexual, música e outras atividades que provocam um estado alterado. A maioria dos Cultistas muda seus "vícios," com frequência uma vez que qualquer forma de estimulo perde a força com o abuso. A dependência a um determinado vício, ou à super-excitação em geral, significa a ruína dos imprudentes. Os Cultistas andam sobre uma linha muito tênue.

A música é a mais poderosa das ferramentas Extáticas. Ritmos e harmonias complexas liberam e canalizam as paixões sagradas. Poucos Cultistas utilizam sua mágika sem algum tipo de recitação, dança, rufar de tambores ou canto. Talvez a maior realização da Tradição tenha sido a popularização do rock. Se os pioneiros do rock-nroll eram Despertos ou mortais ainda é motivo de debate, mas ninguém discute a influência que o Culto teve na diversidade e nas formas do rock — ou sua popularidade. Os Shows de música, especialmente aqueles que provocam uma grande intensidade de emoção pura, são pontos de encontro comuns dos Cultistas.


Focos Comuns: Dança, música, sexo e sensualidade, drogas (normalmente naturais, não as fabricadas pelo homem),jejum, Exercícios

Acólitos: Tietes, artistas, pessoas em busca de emoções, hippies

Conceitos: Músico, Dançarina Exótica, Doidão, Ioge, Vagabundo, Cabeça-oca, Amante da Natureza



Facções
- Aghoris
- Hagalaz
- Sociedade Dissonante
- K'an Lu
- Klubwerks

Fraquezas:
Todo o discernimento do Culto é acompanhado por certa limitação, infelizmente. As ferramentas Extáticas geralmente se tornam muletas e muitos Cultistas acabam se tornando dependentes de seus Focos tanto para realizar as magias quanto para viver. Eles se rebelam com tanta veemência, ou tentam seguir tantas direções ao mesmo tempo, que nunca alcançam nada.


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